Sua conscientização política

"Seria uma época de guerras cruéis em que novos césares surgiriam e em que uma elite de homens de aço, que não buscavam ganhos pessoais e felicidade, mas o cumprimento dos deveres para com a comunidade, tomaria o lugar dos democratas e dos humanitários" Hajo Holborn, explicando uma previsão de Oswald Spengler em A History of Modern Germany: 1840-1945; Princeton University Press, 1982. Página 658

domingo, 27 de novembro de 2016

Deus e Raça - Credo do Soldado Alemão - O eco religioso germânico pré-cristão - parte 11 - DA CULPA




            Vamos falar de outra teoria cristã, que nos repugna, pois nos é profundamente estranha e, ademais é covarde.
            O homem é por natureza pecador e depravado e Deus enviou o Salvador ao mundo para redimir à Humanidade de sua escravidão do pecado. Este se encarregou com os pecados de todos os que creram Nele e os redimiu com sua morte. Assim o ensina a Igreja.
            Os alemães aceitaram esta doutrina. De gentes livres e fortes e simplesmente crente se têm convertido em uns cristãos em eterna disputa, que se atormentam com complexos de inferioridade e dogmas complicados. É que o arrastar-se e ajoelhar-se ante as imagens de Santos e das relíquias não é expressão de uma escravidão da alma, da mesma que a Igreja nos convida a rechaçar? Somos servidores da Igreja ou homens livres de nosso povo? Nós queremos levantar orgulhosamente a cabeça e contemplar todo o grande e formoso que há ao nosso redor. Não é nos silenciosos camarins nem nas obscuras naves da igreja donde estamos mais próximo de Deus, senão em meio da vida e da Natureza. Tampouco queremos mostrar ao Altíssimo nosso respeito mediante reverências e resmungando orações, se não com uma vida reta e valorosa, que nos faça merecedores de sua bendição.  
            Nosso Senhor não é aquele Pai amoroso e de bondade infinita, senão o Deus em armas que não quer escravos. Houve um dia em que os antigos miravam livremente ao céu quando além acima, o Todo Poderoso rugia no trono. Os homens de hoje em dia têm medo e se escondem. Antigamente, os homens se miravam francamente aos olhos e se saudavam com a mão aberta. Hoje encurvam as costas. Antes, o pai era alto sacerdote da família e a mãe o último refúgio quando as penas ou a desgraça se abatiam sobre o homem. Hoje, as crianças correm para o cura e desnudam sua alma a homens completamente estranhos, que não tem nem ideia da família.
            Somos ainda dono de nosso coração? Cada hora, cada dia que nossa juventude passa na Igreja é tempo perdido. Queremos fazê-los alemães, homens livres, fortes e seguros de si mesmos, que expulsem de seus corações todas as confissões, porque só a Alemanha tem sítio neles.
            Por que se predica já aos corações das crianças a crença na propensão ao pecado? Que tem que ver isso com o jovem? Educa-lo na fé no nobre e elevado, no dever da luta, na força do sangue! Porque o jovem quer lutar! É um sentimento que lhe sai de dentro. Com esta atitude vence ao mal e o débil e resiste à vida, em lugar de fracassar em si mesmo.
            Por que não se tem batizado desde um princípio aos homens como “pecadores”? Eu sei a razão. Porque há um homem que não é pecador: o Papa.
            Nós só conhecemos um pecado: viver contra as leis de Deus, contra a comunidade. Esse é o pecado original e nenhum homem nem nenhum Deus pode redimirmos dele. O cristianismo tem incorrido amplamente neste pecado e tampouco uma crucificação pode redimi-lo dele.
            É pecado tudo o que prejudica a nosso povo. É pecado o que adultera nosso sangue. Os dez Mandamentos não nos bastam. Tem surgido pela preocupação pelo bem-estar próprio, mas não da responsabilidade pela vida do povo. Nossos Mandamentos não precisam ser escritos, pois falam no sangue.
            O que infringe isto não é pecado, senão culpa. Mas não queremos redenção, queremos suportar nós mesmos nossos pecados, porque nós respondemos por tudo o que fazemos. Enquanto haja homens cairão no pecado. Porque nós somos homens, não imagens de Deus. Mas o sentido da culpa é que temos de reconhece-la, responder por ela, não que fracassemos e a joguemos covardemente sobre os ombros de outro. A culpa não se lava pelo sacrifício de um santo, nem pela covarde renúncia à vida, nem tampouco por um indulto vindo de Roma. Deus não pode condenar-nos pelo fato só de que nos temos convertidos em culpáveis, porque nós sempre seremos imperfeitos. Deus só pode condenar-nos quando não queiramos reconhecer nossa falta e nos temos entregado ao mal sem opor resistência. Quando eu tenho contraído uma culpa, não espero que a morte me redima dela, nem tampouco a jogo covardemente sobre os ombros de Jesus. Então luto e creio até que meus trabalhos, aumentados, me dão de novo direito a apresentar-me ante o Eterno.
            Deus nos julgará tendo somente em conta se temos lutado contra o mal com ardente coração e nobremente. Isto é, que o modo de ser, os sentimentos, são os que dão seu valor ao homem. O que tem lutado pela vida retamente, ao serviço da comunidade, não tem que temer ante o tribunal de Deus. Ante ele, é mal o covarde, o paciente e o inverso e bom o valente, o lutador e o homem.
            Por isso, não peçais graça! Pedi forças para conserva-los! Não peçais perdão pelos pecados! Não supliqueis! Jurai que lavareis vossas culpas mediante mais trabalho e mais dura luta!
            Os cristãos dizem que o sofrimento é o castigo de todos os pecados.
            É que os sofrimentos acaso não formam parte da vida? É que se trata de um vício, de uma maldição carregada de pecado? É que se trata de um castigo de Deus, destinado a curvar-nos e entristecer-nos?
            Acaso não são uma prova a que nos submete o Pai Eterno para fortalecer-nos e purificar-nos? Não é natural que os homens a aceitemos e lutemos, em lugar de queixar-nos? Acaso não obrigam com frequência aos homens a entrar em razão quando nos desviamos do caminho reto e esquecemos a missão que temos sobre a terra? Os sofrimentos são bendição, não maldição. Feliz o povo que cresce entre sofrimentos e tempestades! Pobre do povo que busca sua tranquilidade na riqueza e a felicidade material! Só os sofrimentos vencidos e as lutas superadas fazem homem ao homem. Este terá toda vantagem sobre os demais.
            O que tem caminhado entre sofrimentos e lutado com a culpa sem melhorar durante esse tempo, não tem compreendido o sentido da vida. Uma posição conquistada vale mais que uma posição presenteada. E um conhecimento arrancado à vida vale mais que um conhecimento lido.
Prometheus (1935) - Obra de Arno Breker.
A chama da mente, presente da divindade aos
homens, foi dada para ser desenvolvida e usada

           No entanto, estas palavras não hão de ser um salvo conduto para o covarde. É mais fácil carregar com uma culpa que descarregar-se dela. Para cair da altura ao pântano, basta dar um salto, enquanto que desde as profundidades à cima só se chega passo a passo. Nem o tempo nem as circunstâncias são responsáveis da culpa do homem, senão a própria vontade humana. Ela tem que eleger entre o bem e o mal. Deus se põe ao alcance da mão.

 Tradução por Tannhauser


Continua...
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Fonte: Se apresenta aqui a tradução da versão em português (proveniente da versão espanhola que por sua vez procede a versão original em alemão) do então conhecido livro anônimo “Gott und Volk; Soldatiches Bekenntnis (Deus e Raça: Credo do Soldado)”, publicado originalmente pela editora de Theodor Fritsch, em Berlim, 1941.
Aclaração encontrada na versão espanhola: O termo Volk tem sido tomado por tradutores como “Raça”. Dado a falta de uma palavra castelhana equivalente e a que consideramos seu significado se encontra à metade do caminho entre Raça e Povo, preferimos não rebaixar seu significado à comum tradução “povo”. O volk foi entendido como uma espécie de entidade determinada por uma raça comum e cuja identidade se manteria através dos séculos. Deixamos claro que a “Raça” é muito mais que isso mas cremos que se aproxima muito mais à intenção do autor que a tradução “Povo”.


Abaixo a tradução do prefácio da edição alemã publicada em 1941.

UM JOVEM ALEMÃO


            Tem escrito este livro, extraindo-o de sua alma, com o ímpeto irresistível do fluxo de seu coração e depois de longas jornadas de duro trabalho. Como jovem, tem participado na luta pelo Reich, e se tem feito homem na escola do serviço militar. Ele reivindica o direito de escrever sobre a fé porque está vivendo no ambiente da frente de batalha. Não quer intervir nas polêmicas dos sábios, porque sabe que a luta pela fé não se decide mediante livros e discursos, senão unicamente com o fogo do coração.

            Por este motivo, este livro deve ser lido também com o coração.

            Suas palavras estão dirigidas a aqueles que já levam em si a nova fé, bem em forma de um distante anseio ou como um vago pressentimento. Lhes convida a lutar com ele para que a alma alemã possa encontrar seu caminho para Deus, para que o povo alemão possa viver sua própria vida.

domingo, 20 de novembro de 2016

Nova Lei de Estupro da Alemanha: “Não Quer Dizer Não” - Por Soeren Kern

(Recomendado ver ao final do texto o perfil do Gatestone Institute, que é o site que publica este artigo)

Soeren Kern
14 de Julho de 2016


O parlamento alemão aprovou mudanças no código penal que ampliam a definição de estupro e facilitam a deportação de imigrantes que cometem crimes sexuais.

Segundo o projeto de lei, também conhecido como a lei “Não Quer Dizer Não” (“Nein heisst Nein” ), qualquer forma de sexo não consensual agora será considerado e punido como crime. Anteriormente, apenas os casos em que as vítimas conseguiam provar que haviam resistido fisicamente aos seus agressores eram puníveis sob a lei alemã.

As mudanças, provocadas pelos ataques sexuais em Colônia, onde centenas de mulheres foram atacadas por multidões de imigrantes, em sua maioria muçulmanos, na Passagem do Ano Novo, estão sendo comemoradas como uma “mudança de paradigma” na jurisprudência alemã.

Mas as reformas, que têm como objetivo tornar mais fácil para as vítimas de ataques sexuais registrarem boletins de ocorrência, provavelmente não acabarão com a epidemia de estupros cometida por migrantes[1] na Alemanha. Isso porque o Sistema Judicial politicamente correto da Alemanha é notoriamente brando quando se trata de ações, condenações e deportações de infratores estrangeiros.

O projeto de lei foi aprovado por unanimidade em 7 de julho pelo Bundestag, parlamento da República Federal da Alemanha. A medida ainda deve ser aprovada pelo Bundesrat, o Conselho Federal, que vai votar as reformas depois do recesso de verão.

De acordo com a lei original, conforme estipulado no Parágrafo[2] 177 do código penal, as vítimas eram obrigadas a provar que tinham tentado se defender fisicamente de um ato que pudesse ser considerado estupro. Comunicação verbal — simplesmente dizer “Não” — não era o suficiente para apresentar acusações contra o agressor. A lei original foi elaborada daquela maneira para evitar falsas acusações de estupro e ações improcedentes, segundo[3] juristas alemães.

As reformas permitirão que os promotores e os tribunais levem em conta sinais físicos, verbais e não verbais da vítima ao determinarem se houve estupro ou não. Qualquer um que tenha sido condenado por investida sexual contra a “discernível vontade” (erkennbaren Willen) da vítima estará sujeito a uma pena de até cinco anos de prisão. A lei também amplia a definição de ataque sexual com o objetivo de incluir toques libidinosos, considerado e punido como crime com pena de até dois anos de prisão.

Além disso, a nova lei insere o Parágrafo 184j, que tornará crime só o fato de alguém estar presente em um grupo que comete ataques sexuais. A medida tem como objetivo deter ataques como os ocorridos em Colônia, embora alguns legisladores digam[4] que esta disposição é inconstitucional, porque uma pessoa poderia ser condenada por um crime que ele ou ela pessoalmente não cometeu. E por último, as reformas facilitarão a deportação[5] de migrantes condenados por crimes sexuais na Alemanha.

Protesto da mulheres alemãs em Moabit, distrito de Berlim (Foto do jornal Bild, ver nota 4).
A Ministra de Políticas para as Mulheres Manuela Schwesig saudou[6] a medida como um divisor de águas:
“No passado havia casos em que as mulheres eram estupradas, mas os criminosos conseguiam se safar. A mudança na lei ajudará a aumentar o número de vítimas a registrarem queixa, reduzir o número de arquivamento de processos criminais e possibilitar que ataques sexuais sejam devidamente punidos.”
Segundo o Ministro da Justiça Heiko Maas, apenas um em cada 10 estupros na Alemanha é registrado e somente 8% dos processos por estupro acabam em condenações.

Mesmo que a nova lei resulte no aumento do número de condenações por estupro, é improvável que ela sirva de dissuasão o bastante para aqueles migrantes que estão atacando sexualmente mulheres e crianças alemãs.

Quando o assunto é imigração, a correção política muitas vezes substitui o estado de direito na Alemanha, onde muitos imigrantes que cometem crimes sexuais nunca são conduzidos à justiça e aqueles que vão a julgamento são punidos com penas brandas por juízes compassivos.

Em 30 de junho, por exemplo, um tribunal da cidade de Ahrensburg no norte da Alemanha considerou[7] um migrante de 17 anos da Eritreia culpado por tentativa de estupro de uma mulher de 18 anos nas escadarias de um estacionamento na estação de trens em Bad Oldesloe. A mulher ficou gravemente ferida no ataque em que o migrante tentou dominá-la por várias vezes mordendo-a no rosto e no pescoço. Com a chegada da polícia, o migrante resistiu à prisão e deu uma cabeçada no policial, que também foi encaminhado ao hospital.

Apesar do eritreu ter sido considerado culpado de abusar sexualmente da mulher e agredir fisicamente o policial, o tribunal lhe concedeu suspensão condicional da execução da pena de sete meses e o condenou a 30 horas de serviços comunitários. Ele foi liberado da custódia e não será deportado.

Além da clemência judicial, migrantes criminosos se aproveitavam das autoridades alemãs, que têm sido repetidamente acusadas[8] de ocultarem a verdadeira dimensão do problema criminal dos migrantes no país, aparentemente para evitar alimentar sentimentos anti-imigração.

Em janeiro, o jornal Die Welt relatou[9] que a supressão de dados sobre a criminalidade dos migrantes é um “fenômeno que ocorre em toda a Alemanha”. De acordo com Rainer Wendt, chefe do Sindicato da Polícia Alemã (Deutschen Polizeigewerkschaft, DPolG), todo policial sabe que se espera que ele cumpra uma determinada meta política. É melhor ficar quieto (em relação aos crimes cometidos por migrantes) para evitar problemas.”

Também em janeiro, um documento vazado para o jornal Bild revelou[10] que uma série de políticos na cidade de Kiel no norte da Alemanha orientaram a polícia a fazer vista grossa no que tange a uma parcela considerável de crimes cometidos por migrantes. De acordo com o Bild, as polícias do Reno, Norte da Westphalia e da Baixa Saxônia também foram instruídas a serem tolerantes com migrantes criminosos.

Em fevereiro, o jornal Die Welt, denunciou[11] que autoridades do estado alemão de Hesse estavam suprimindo informações sobre crimes envolvendo migrantes, aparentemente devido à “falta de interesse público”.

Em maio, o diretor superintendente do departamento de polícia de Colônia revelou[12] que um funcionário do Ministério do Interior do Estado do Reno, Norte da Westphalia orientou-o a remover o termo “estupro” de um relatório interno da polícia sobre os ataques em Colônia.

A polícia de Colônia afirma que a cidade recebeu mais de 1.000 queixas de mulheres, incluindo 454 relatos de ataques sexuais relacionados à Passagem do Ano Novo. A polícia de Hamburgo assinala que recebeu reclamações de 351 mulheres, incluindo 218 relatos de ataques sexuais ocorridos naquela mesma noite.

Em 7 de julho, mais de seis meses após os ataques em Colônia, (no mesmo dia em que o Bundestag (parlamento da República Federal da Alemanha) aprovou a nova lei de estupro “Não Quer Dizer Não”), um tribunal alemão expediu[13] as duas primeiras sentenças: o Tribunal Distrital de Colônia concedeu suspensão condicional da execução da pena a um iraquiano de 20 anos de idade e a um argelino de 26.

O tribunal considerou o iraquiano, identificado apenas como Hussain A., culpado de beijar uma das vítimas e lamber o rosto dela. O argelino, chamado de Hassan T., impediu que o namorado da outra vítima interviesse para parar o ataque e ofereceu-lhe dinheiro para ter relações sexuais com ela: “entregue-me as meninas ou morra”, disse ele. Ele foi considerado culpado de cumplicidade no ataque sexual.

O iraquiano, que tinha 20 anos na época, foi condenado segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente a frequentar um curso de integração e prestar 80 horas de serviço comunitário. O jornal Bild publicou[14] fotografias do júbilo de Hassan T. sorrindo ao sair do tribunal.

O degenerado iraquiano Hassan T. sorrindo ao sair do tribunal. Feliz por ficar impune por participar de estupro!
Foto do jornal Bild. Ver nota 14.
Um observador disse que a leve sentença era uma zombaria da Justiça e serviria como um convite aos migrantes criminosos fazerem o que bem entenderem com as mulheres alemãs.

O promotor Bastian Blaut ressaltou[15]:
“É inaceitável quando valores fundamentais como a igualdade entre homens e mulheres são violados. É inaceitável que os migrantes negociem nossas mulheres como se estivessem em um bazar. É inaceitável que candidatos a asilo aviltem nossa sociedade, ao mesmo tempo em que buscam aqui a nossa proteção.”
Tradução por Joseph Skilnik



Notas:

[1] Fonte utilizada pelo autor: “Alemanha: Epidemia de Estupros Perpetrada por Migrantes”, por Soeren Kern, 21/09/2015, Gatestone Institute.

[2] Fonte utilizada pelo autor: Strafgesetzbuch, § 177, Sexueller Übergriff; sexuelle Nötigung; Vergewaltigung.

[3] Fonte utilizada pelo autor: “Das Schlafzimmer als gefährlicher Ort”, por Sabine Rückert, 30/06/2016 – 02/07/2016, Die Zeit.

[4] Fonte utilizada pelo autor: “Härtere Strafen für Vergewaltiger, Grabscher und Antänzer”, por Karolina Pajdak, 07/07/2016, Bild.

[6] Fonte utilizada pelo autor: “Im Sexualstrafrecht gilt künftig das Prinzip ‘Nein heißt Nein’”, 07/07/2016, Die Welt.

[7] Fonte utilizada pelo autor: “Bewährungsstrafe für jungen Sexualstraftäter”, 01/07/2016, Hamburger Abentblatt.

[8] Fonte utilizada pelo autor: “Wie die Polizei-Statistik Verbrechen verheimlicht”, por Till-R. Stoldt, 02/03/2016, Die Welt.

[9] Fonte utilizada pelo autor: “Polizei fühlt sich bei Migranten-Kriminalität gegängelt”, por Thomas Schmoll, 24/01/2016, Die Welt.

[10] Fonte utilizada pelo autor: “Ist die Polizei wirklich so machtlos?”, 28/01/2016, Bild.

[11] Fonte utilizada pelo autor: “Waschbär-Unfall wichtiger als Tritt gegen Schwangere?”, por Von Thomas Schmoll  25/02/2015, Die Welt.

[12] Fonte utilizada pelo autor: “Wer wollte, dass „Vergewaltigung“ nicht auftaucht?”, por Kristian Frigelj, 02/05/2016, Die Welt.

[13] Fonte utilizada pelo autor: “Erster Schuldspruch wegen sexueller Nötigung in Kölner Silvesternacht”, 07/07/2016, Die Welt.

[14] Fonte utilizada pelo autor: “Sex-Mob-Grinser feiern ihr mildes Urteil”, por Petra Braun, 07/07/2016, Bild.

[15] Fonte utilizada pelo autor: “Prozess wegen sexueller Nötigung in Silvesternacht”, por Frank Gerstenberg, 07/07/2016, Focus.




Sobre o autor: Soeren Kern, americano, é graduado na Universidade de Washington em Relações Exteriores, e possui graduação em Estudos Políticos na Universidade Hebraica de Jerusalém.

Trabalha em assuntos de segurança e geopolítica. Escreve em diversas revistas e comenta em rádios, entre as quais a BBC, CNN e National Public Radio. É fluente em inglês, alemão e espanhol e já visitou mais de uma centena de países.

* * *

Adendo por Tannhauser

É importante esclarecer que o Gatestone Institute é uma instituição proeminentemente judaica de inclinação sionista. É fundada e financiada por doadores privados. Este instituto, apesar de ter em seus quadros alguns colunistas que denunciam as catástrofes de migração de não europeus para a Europa, omite completamente o papel judaico em fomentar tal migração e a política de fronteiras abertas para receber não europeus que resulta em todos os aspectos no genocídio branco. É comum autores deste instituto exporem protestos quando as críticas as consequências da chegada de muçulmanos ou migrantes são censuradas, mas não se vê protestos às críticas feitas as influências judaicas me suas várias esferas (política, cultural, social etc...) e nem se publica-as, e quando ocorrem de citarem alguma, a fazem com interpretação de que se trata de preconceito e pura implicância desprovida de qualquer fundamento, bem à maneira das alegações do judeu Elie Wiesel, que aliás compõe o quadro do instituto em questão.

Entre seus proeminentes membros estão[1]:

 John Robert Bolton, americano protestante, ex-embaixador dos EUA na ONU e homem do governo pró-sionista de George Bush.

Nina Rosenwald, descendentede judeus do leste europeu, herdeira do grupo Sears (originalmente um empreendimento americano que foi transferido para o capital judaico). Recebeu em 2003 um prêmio por ativismo pró-sionismo[2].

Alan Dershowitz, jurista e liberal judeu. Já defendeu clientes que fomentaram a pornografia, e envolvidos em pedofilia (Jeffrey Epstein), no entanto sua liberalidade se esfumaça ao querer controlar a posse de armas dos cidadãos americanos, além de ser apoiador de Hillary Clinton, esta, uma protagonista da globalização e adversária de todo nacionalismo exceto o nacionalismo israelense[3]. Já foi premiado pela Anti Defamation League.

Daniel William Finkelstein, judeu, ex-editor executivo do principal jornal britânico Times.

Merryl H. Tisch, política judia americana que atuou no Washington Institute for Near East Policy (Instituto de Washington para Políticas no Oriente Médio).

Elie Wiesel, judeu sobrevivente do alegado “holocausto” cujas contradições, desmascaradas[4] pelo acadêmico revisionista francês Robert Faurisson, são sistematicamente ocultadas pelo lobby judaico.

Em suma o aporte aproveitável de tal instituto é expor algumas consequências da globalização na Europa sem que, no entanto, revele as causas, pois estas, para serem acessadas pelos leitores devem ser procuradas em autores de fora do instituto, ou quando muito de algum autor do instituto que, no entanto, publica algum artigo da ação judaica em fomentar tal migração, mas nesse caso em outro portal, como foi o caso Douglas Murray[5]. Paul Grubach em excelente artigo colocou que os judeus como parte da comunidade mundial são também passíveis de críticas[6]. E se uma apuração crítica resultar em uma conclusão, de fato, que a atividade global judaica é nociva, é nada mais e nada menos do que manter o compromisso para com a verdade e para com a imparcialidade não negar-se a aceitar tal fato.

Seguem alguns artigos que mostram o protagonismo judaico no multiculturalismo e política de fronteiras abertas que permitem a migração na Europa chegarem a atual situação:






Notas

[2] Nota por Tannhauser: “House Majority Leader Tom Delay At ZOA Dinner: It’s Not ‘Occupied Territory,’ It’s Israel, por Morton A. Klein, 17/11/2003, Zionist Organization of America.

[3] Nota por Tannhauser: “Hillary Clinton: US has ‘moral obligation’ to support Israel”, 02/06/2016, The Jewish Agency.

[4] Nota por Tannhauser: Robert Faurisson, A Prominent False Witness: Elie Wiesel, publicado em inglês em folheto pelo Institute for Historical Review em 1988.
Traduzido em português em: Elie Wiesel - Um Proeminente falso testemunho – Por Robert Faurisson.

[5] Nota por Tannhauser: “Douglas Murray’s Warning to the Jewish Community”, por Kevin Macdonald, 25/11/2015, The Occidental Observer.
Traduzido em português em: Os avisos do {jornalista} Douglas Murray para a com unidade judaica – por Kevin MacDonald

[6]  Nota por Tannhauser: “A Critique of the Charge of anti-Semitism”, por Paul Grubach, verão 1988, The Journal for Historical Review, Volume 8 número 2, página 185.
Tradução para o português: A Crítica de Acusação de Antissemitismo: A legitimidade moral e política de criticar a Judiaria - por Paul Grubach.
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Relacionado, leia também:

Alemanha: Espaços públicos estão se tornando perigosos para mulheres e crianças – Intensifica-se a Crise de Estupros Cometidos por Migrantes - Por Soeren Kern

Alemanha: Crimes Cometidos por Migrantes Disparam - Por Soeren Kern

A Islamização da Alemanha em 2015 “Nós estamos importando conflitos religiosos” - por Soeren Kern

Crise Migratória na Alemanha: Fevereiro de 2016 – Intensificam os estupros – Por Soeren Kern

AGONIA DE UM POVO – por Norberto Toedter

domingo, 13 de novembro de 2016

As origens da Segunda Guerra Mundial - Por Georg Franz-Willing

Institute for Historical Review

Georg Franz-Willing

 
I – Desenvolvimento Histórico do Século Dezenove até a Primeira Guerra Mundial

           Em 1955, o historiador e diplomata indiano K. M. Panikkar, um amigo e colaborador de longa do Pandita Nehru, o primeiro-ministro indiano, publicou um livro intitulado Asia and Western Dominance 1498 – 1945. Ele mostra o domínio ocidental da Ásia como começando com o descobrimento da rota marítima da Índia por Vasco da Gama, e terminando com a Segunda Guerra Mundial. As duas guerras mundiais da primeira metade do século 20 ele descreve-as justamente como uma guerra civil europeia. Por esta automutilação, a Europa perde sua posição no mundo, sua hegemonia e provocou a ela mesma estar dividida em duas esferas de influência: uma americana, e outra russa[1].

            Pode-se somente compreender as origens, progresso, e resultados da Segunda Guerra Mundial se, como Panikkar, se considerar ambas guerras como constituindo uma homogênea e internamente coerente era.

            As raízes imediatas da Segunda Guerra Mundial residem na terminação da Primeira Guerra Mundial pelos então chamados “tratados suburbanos” de Paris em 1919.

            A profunda causa de ambas guerras mundiais tem de ser procurada na industrialização de nosso modo de vida, e no imperialismo capitalista da segunda metade do século 19. A reviravolta na economia e sociedade causada pela nova tecnologia, meios modernos de comunicação e transporte, e o rápido crescimento da população europeia levou a desenvolvimento da economia capitalista moderna.

            A Grã-Bretanha foi o local de nascimento e ponto inicial do processo de industrialização. Ela tornou-se a loja de departamentos do mundo. Os britânicos importaram matéria prima das colônias deles e enviaram os produtos finalizados para todo o mundo.

            A Índia, a principal competidora da indústria têxtil da Grã-Bretanha, foi forçosamente reduzida a uma colônia produtora de matérias primas. A França, a mais perigosa inimiga do colonialismo britânico, tinha sido enfraquecida durante as coalizões de guerra contra Napoleão, até finalmente a hegemonia naval britânica ser assegurada pela vitória de Nelson sobre as combinadas frotas francesas e espanholas em Trafalgar em 1805.

            O Império Britânico foi indubitavelmente a potência principal do mundo através do século 19. Até a eclosão da Primeira Guerra Mundial, foi a principal nação industrial, assim como o mais importante poder marítimo e naval, e financeiro[2]. O equilíbrio europeu do poder, a fundação da liderança britânica ao redor do mundo, tinha sido reestabelecido no Congresso de Viena em 1814. Este sistema da paz seguindo as Guerras Napoleônicas ruiu com a Guerra da Criméia (1853 – 1856)[3]. Na época a Grã-Bretanha e a França declararam guerra a Rússia czarista por causa de seu ataque sobre o decrépito Império Turco e derrotaram sonoramente os russos. Então, com a unificação nacional da Itália e a fundação de um Segundo Império Alemão depois da vitoriosa guerra contra a França em 1870 – 1871, um novo sistema de estados subitamente desenvolveu-se na Europa. Ao unificar os estados centrais e do sul com a Prússia, Bismarck deu forma ao Segundo Império Alemão.

            Entre 1850 e 1870, o continente europeu, bem como a América do Norte completaram a transição para um modo de vida industrial. O Estados Unidos realizou o processo de industrialização na mesma velocidade das principais nações da Europa, as quais eram na época a Grã-Bretanha e a França. A Guerra Civil de 1861 – 1865, com a derrota dos Estados Confederados, foi salva a grande União Americana e assegurado desta maneira seu caminho para tornar-se uma potência mundial industrial – um portentoso evento para o desenvolvimento da Europa e mundo[4]. Foi nesta mesma época que a Ásia Oriental foi forçosamente aberta pelos dois poderes anglo-saxão e a França. Depois da sangrenta supressão da revolta de Sepoy de 1857 à 1859, os ingleses fizeram da Índia uma colônia da coroa, e fizeram dela o coração do Império Britânico[5]. Na expedição do Almirante Perry em 1853, os americanos forçaram os japoneses a abandonar sua política de isolamento[6], e com o início do período Meiji em 1868, a adoção do Japão de uma nova economia industrial adquiriu uma velocidade cada veza mais crescente. No mesmo jeito, a China, o país com a maior população do mundo, foi forçosamente juntada ao sistema econômico anglo-saxão pelo tratado da paz de Pequim, em 1860, o qual tinha sido precedido pelas britânicas Guerras do Ópio (1840 – 1860). A França tinha estado envolvida nestas guerras também. O Império Chinês foi assim degradado a uma semi-colônia[7].

            Nos anos setenta, o imperialismo se estabeleceu, começando da Inglaterra, como uma competição de poderes agora carregada nas asas da tecnologia. A economia mundial, como foi desenvolvida radiando a partir da Grã-Bretanha, envolveu, e ainda envolve, o impulso para a hegemonia do mundo através da luta para dominar os recursos e mercados. Nesta competição pelo domínio global, o Império Britânico estava em uma grande medida na liderança. De sua maior comunidade das nações da história da humanidade {commonwealth}, estendendo sobre cinco continentes, o imperialismo capitalista ampliou como nunca sua órbita de poder.

            Os vice-campeões eram os Estados Unidos e (especialmente no continente europeu) o Império Alemão. A indústria na Alemanha assumiu uma velocidade de tirar o fôlego. Entre 1870 e 1890, o gênio inventivo alemão, a organização alemã, a diligência, e competência formaram o novo Império Alemão unificado como a potência industrial líder no continente europeu, e aos olhos ingleses, fez dela uma competidora incômoda. Em 1887, o governo britânico implementou Trade Marks Act, requerendo que qualquer produto alemão chegando ao mercado mundial britânico tivesse a marca “Made in Germany”. Esta medida, contudo, teve um efeito boomerang. Para o consumidor, “Made in Germany” tornou-se o sinal de um produto, melhor, e ao mesmo tempo menos custoso.

            A competição alemã cresceu irresistivelmente. Nos campos da produção de ferro e aço e nas indústrias químicas, a Alemanha deixou para trás a competidora Grã-Bretanha pela virada do século. A isto foi adicionado o crescimento da frota mercante, e posteriormente da marinha. Nos anos oitenta, o Império Alemão adquiriu protetorados ou colônias na África. Nos anos noventa, um número de ilhas no Pacífico foi adicionado. Na costa da China, a Alemanha adquiriu Kiaochow com sua capital Tsingtao por um tratado de locação em 1897.

            Conforme o poder financeiro e industrial da Alemanha assim como seu comércio cresceu, um crescente antagonismo entre Alemanha e Império Britânico surgiu. Em todos os lugares a ambiciosa indústria alemã confrontou um competidor britânico avidamente observando o crescente perigo para suas relações comerciais monopolistas, zelosamente guardada até então. Uma conversação entre Lorde Balfour, líder do Partido Britânico Conservardor, e Henry White, então embaixador do Estados Unidos em Londres, mostra o contraste entre os dois poderes industriais europeus, e a atitude da liderança britânica[8]:

Arthur James Balfour, um símbolo da
corrupta política internacional britânica.
Também um instigador da Primeira
 Guerra Mundial e vendido aos sionistas
entregou a Palestina aos judeus.
Balfour: Nós somos provavelmente tolos em não encontrar uma razão para declarar guerra à Alemanha antes que ela construa tantos navios e tire nosso comércio.
White: Você é um homem de mente muito elevada na vida privada. Como pode você  contemplar possivelmente  alguma coisa politicamente imoral como provocar uma guerra contra uma nação inofensiva a qual tem como bem um direito à uma marinha como vocês têm? Se você acha difícil competir com o comércio alemão, trabalhe mais duro.
Balfour: Isto significaria baixar nosso padrão de vida. Talvez seria mais simples para nós ter uma guerra.
White: Eu estou chocado que você de todos os homens deva enunciar tais princípios.
Balfour: É uma questão de certo ou errado? Talvez seja apenas uma questão de manter nossa supremacia.
            Em conexão com esta conversa, o general Wedemeyer chama a atenção para uma declaração do historiador militar britânico, o general J. F. C. Fuller[9]:
Fuller comenta com referência a esta conversa registrada que seu interesse não reside simplesmente na evidência que proporciona o cinismo sem princípios de Balfour. Sua significância reside no fato que “a Revolução industrial tem levado ao estabelecimento de uma luta econômica pela existência na qual a autopreservação ditou um retorno as maneiras da selva. A luta primeva entre nação e nação na qual todos competidores eram bestas.”
            Naturalmente, o rápido crescimento da população da Alemanha, da economia, e de seu potencial militar foi um espinho nos lados de seus vizinhos no continente. França nunca tinha superado a derrota de 1870 e estava sedenta por revanche. A Rússia, o maior poder terrestre e principal inimigo do Império Britânico através do século XIX (especialmente na Ásia), tinha perdido a Guerra da Criméia em 1856, e teve de retirar-se em face do poder britânico depois de uma segunda guerra vitoriosa contra o Império Turco, por medo de outra confrontação militar com a Inglaterra.

            O Congresso de Berlim de 1878, o qual foi dominado por Bismarck, rearranjou os casos dos Balcãs. Pela sua suprema capacidade de estadista, o chanceler conseguiu evitar outra guerra entre Rússia, o maior poder terrestre, e Inglaterra, o maior poder marítimo. A partir de então, contudo, o relacionamento entre Rússia e Alemanha deteriorou. Inspirado pelas tendências pan-eslavista então prevalecentes no império do cza, uma sinistra divisa veio à tona: “Vá para Viena através de Berlim! Na mesma formo como ele tentou dividir o Império Turco, a política imperialista russa procurou desmembrar a monarquia dos Habsburgos, que incluía vários povos diferentes. A Rússia queria colocar eles todos sob o domínio do czar como protetor dos cristãos ortodoxos nos Balcãs. Diplomaticamente falando, isto significava nada menos que a integração da Bulgária e da Sérvia na monarquia russa, bem como daqueles povos eslavos do oeste e do sul. Depois que o Japão derrotou a Rússia na Ásia durante a guerra russo-japonesa de 1904-05, a qual terminou com uma paz trazida pelo presidente americano Theodore Roosevelt, a política expansionista russa então mudou seu alvo e voltou-se novamente para os Balcãs.

            Em 1914, a Sérvia desencadeou a fúria da guerra, conforme o aparente herdeiro austríaco, o arquiduque Franz Ferdinand e sua esposa foram ambos assassinados pelos terroristas sérvios. Os assassinatos tinham sido organizados pelo coronel Dragutin Dimitrevic, chefe do departamento de inteligência do Estado Maior da Sérvia, enquanto o adido militar russo em Belgrado, Coronel Artamanov, financiou eles[10]. Em adição, o governo sérvio tinha recebido uma garantia de apoio do governo russo no caso de um ataque da Áustria à Sérvia. Assim a Rússia czarista traz a principal responsabilidade da eclosão da Primeira Guerra Mundial. A Rússia encorajou a Sérvia à guerra, e em 25 de julho o Conselho Privado Russo decidiu uma mobilização parcial das províncias ocidentais adjacentes à Áustria-Hungria e Alemanha[11].

            A Rússia tinha estado aliada da França desde 1892; a França tinha conectado-se ela mesma com a Inglaterra em 1904 pela “Entente Cordiale,” e a Rússia tinha feito um acordo com a Inglaterra em 1907. O cerco nas duas potências centrais – Alemanha e Áustria – foi completo. A Itália era um aliado pouco confiável dos Poderes Centrais; mas foi somente a declaração britânica de guerra contra a Alemanha, em 4 de agosto de 1914, que ampliou o conflito europeu em uma guerra mundial; Após 27 de julho, a Marinha Britânica foi a primeira força a mobilizar-se plenamente[12].

            Dois anos antes do eclodir desta guerra, convencido da inevitabilidade da guerra entre Inglaterra e Alemanha, o autor americano Homer Lea (1876 – 1912) escreveu em seu livro The Day of the Saxon[13].
O Império Alemão é menos área que o único estado do Texas, enquanto a raça saxônica reivindica o domínio político sobre a metade da superfície da Terra e sobre todas suas vastidões no oceano. Ainda o Império Alemão possui uma renda maior que a república americana, é a mais rica nação em produtividade e possui uma população 50 porcento maior que a do Reino Unido. Seu poder militar real é multiplamente maior que o da inteira raça saxônica. A Alemanha é tão fortemente cercada pela raça saxônica que ela não pode mesmo fazer uma tentativa de extensão de seu território ou soberania política sobre os estados não saxão sem colocar em perigo a integridade do mundo saxão. A Alemanha não pode mover-se contra a França sem envolver ou incluir em sua queda a do Império Britânico. Ela não pode mover-se contra a Dinamarca ao norte, Bélgica e Países Baixos no oeste ou Áustria-Hungria ao sul sem envolver a nação britânica em uma luta final pela existência política saxônica. Qualquer extensão da soberania alemã sobre estes estados não britânicos predeterminam a dissolução política do Império Britânico. Em maneira parecida qualquer extensão da soberania teutônica no hemisfério ocidental, embora contra uma raça não saxã e remota da integridade territorial da República Americana, pode somente ser sucedida na destruição do poder americano no hemisfério ocidental.
            O fundador da União Soviética, Vladimir Ilych Lenin, disse sobre as causas da Primeira Guerra Mundial: “Nós sabemos que três ladrões (a burguesia e governos da Inglatera, Rússia czarista e França) preparam-se para saquear a Alemanha.”[14]

            A Alemanha enfrentou a Tríplice Entente do Império Britânico, França, e Rússia, enquanto seus próprios aliados – Áustria-Hungria, o Império Turco, e desde 1915, a Bulgária, eram todos fracos e necessitavam de apoio. A Itália, a qual tinha originalmente estado aliada com as duas potencias centrais, permaneceram a princípio neutra e então entrou na guerra ao lado da Entente.

            Apesar da distribuição desigual de forças, a habilidade militar e competência econômica da Alemanha, bem como o espírito de sacrifício e resistência mostrado por seu povo, provou-se tão forte que o inimigo oriental da Alemanha, a Rússia, colapsou na primavera de 1917. Em março de 1918, depois da Revolução Bolchevique, o Império Russo teve de assinar o Tratado de Brest-Litovsk ditado pelas vitoriosas potências centrais. O destino parecia ter decidido a favor dos Poderes Centrais.  Os aliados ocidentais estavam enfrentando a necessidade de um acordo de paz. Afim de evitar isso, a Inglaterra então enredou o Estados Unidos na guerra.

            Depois do eclodir da guerra em 1914, o EUA forneceu para a Entente munição, armas, e outros materiais de guerra, assim cometendo uma aberta violação de sua neutralidade. A maior parte deste tráfico foi conduzida pela companhia bancária Morgan. Para assegurar seus lucros dos fabricantes de armas, o EUA teve de entrar na guerra como um ativo participante, perdendo assim sua posição como um mediador neutro.

            A decisiva influência em conquistar a administração Wilson para a guerra foi a dos sionistas. A Inglaterra tinha conquistado a ajuda deles ao prometer estabelecer um lar nacional para os judeus na Palestina se os judeus exercessem a influência deles em Washington em favor de uma intervenção militar americana ativa na guerra europeia. A decisão foi facilitada pelo fato que seus parentes foram capazes de tomar o poder na Rússia em 1917 através da revolução bolchevique depois da queda do regime czarista antissemita. Os Estados Unidos declararam guerra às potências centrais em 6 de abril de 1917; em 2 de novembro de 1917 o Ministério do Exterior britânico entregou ao Barão Rothschild uma declaração do governo em relação ao estabelecimento de um lar nacional para os judeus na Palestina[15].


II – ‘Os tratados Suburbanos’ de Paris

            Foi a intervenção dos Estados Unidos a que decidiu a guerra em favor da Entente, por causa do imenso potencial militar da América e suas tropas novas. Em outubro de 1918 o último governo imperial do Reich alemão pediu a Wilson, o presidente americano, para mediar as conversas em relação a um armistício e eventualmente um tratado da paz, baseado nos “Quatorze Pontos” que ele tinha proclamado anteriormente. Os Aliados Ocidentais, contudo, não aderiram a estes “Quatorze Pontos”. Assim, eles quebraram o contrato preliminar, cuja validade foi enfatizada pelos políticos americanos e conselheiros presidenciais como Bernard Baruch e John Foster Dulles.  De acordo com Baruch, o Presidente tinha recusado “aceitar medidas as quais claramente não respondiam às moções como que nós tínhamos persuadido o inimigo a concordar e as quais nós não podemos mudar nada apanas porquê nós somos poderosos suficiente para fazer isso.”[16] Em Versalhes, Baruch foi o conselheiro de Wilson nos assuntos financeiros. Similarmente, o primeiro-ministro sul-africano, o general Smuts, em sua carta para o presidente americano datada de 30 de maio de 1919, apontou as obrigações dos Aliados ocidentais aceitas no tratado preliminar, a qual eles não honraram. O Presidente Wilson, todavia, não foi capaz de defender seu ponto de vista contra as potências ocidentais, desde que ele estava severamente doente.[17]

            Wilson tinha induzido o povo alemão a capitular e derrubar a monarquia com a promessa, brevemente a ser quebrada, de uma paz sem anexações e indenizações. A capitulação e revolução entregou o Império Alemão à piedade de vingativos vitoriosos. A Alemanha não foi permitida tomar parte nas negociações de paz; os vitoriosos somente decidiram as condições da paz, em um processo sem precedentes na história europeia. Em 7 de maio de 1919, as condições de paz foram entregues para a delegação alemão da paz. O conde Brockdorff-Rantzau, secretário de Relações Exteriores e líder da delegação, assinalou em seu discurso perante os delegados dos Aliados ocidentais e os associados deles[18]:
... Nós sabemos o impacto do ódio que nós estamos encontrando aqui, e nós temos ouvido a apaixonada demanda dos vitoriosos, que nos exigem, os derrotados, pagar a conta e planejar punir-nos como a parte culpada. Fomos solicitados a confessamo-nos nós mesmos os únicos culpados; em minha visão, tal confissão seria uma mentira...
            Com estas palavras o Ministro de Relações Exteriores recusou-se a aceitar o artigo 231do tratado da paz, o então chamado artigo da culpa de guerra, a mentira a qual alegou que a Alemanha unicamente foi responsável pela guerra e poderia, portanto, ser feita responsável por todos os estragos causados pela guerra. Os vitoriosos ameaçaram que se o governo alemão não assinasse o tratado, eles iriam invadir a Alemanha propriamente. A indignação na Assembleia Nacional de Weimar foi geral, e o clima da opinião favoreceu a rejeição. O social democrata Philipp Scheidmann, que tinha proclamado a República Alemã em 9 de novembro de 1918, e foi o primeiro ministro do primeiro governo republicano eleito pela Assembleia Nacional, declarou: “Eu lhe pergunto, quem como um homem honesto – nem mesmo como um alemão, simplesmente como um homem honesto sentindo-se ele mesmo preso por contratos, é capaz de aceitar tais condições? Que mão não iria murchar, devendo ela estar presa em tais correntes? Na visão do governo, este trabalho é inaceitável.”[19] Schneidemann, bem como o Conde Brockdorff-Rantzau, resignou sobre protesto. Importantes líderes econômicos judaico-alemães, nominalmente Walther Rathenau e o banqueiro de Hamburgo Max Warburg, assumiram a firma posição contra aceitar o ditado dos vitoriosos e pediram por uma recusa, mesmo contra todas as probabilidades de uma invasão inimiga da Alemanha[20]. A Assembleia Nacional, contudo, não teve a coragem de manter tal posição, e sob protesto, votou a aceitação do ditado de Versalhes. Isso foi em 28 de junho de 1919, a data fixada pelas potências vitoriosas, que os plenipotenciários da Assembleia Nacional tiveram de assinar este tratado. A data tem sido escolhida como uma lembrança do assassinato de Sarajevo em 28 de junho de 1914.

            Conectadas com o “artigo da culpa de guerra” estavam as regulações punitivas das seções 227 – 231, referindo-se a rendição dos “criminosos de guerra” aos vitoriosos, o mais proeminente “criminoso” da lista sendo o imperador alemão, que tinha fugido para os Países Baixos. Desde que o governo holandês declinou extraditar o imperador, o julgamento planejado não ocorreu. O governo alemão recusou a entregar outros proeminentes líderes alemães aos vitoriosos, e aprovou um ato relativo a acusação de crimes de guerras.

            Uma das condições inumanas de capitulação foi o bloqueio de fome contra a Alemanha, a qual foi continuado por demanda francesa até o Tratado de Versalhes entrar em vigor em 1920.

            Devido a seus efeitos a longo prazo, o bloqueio de fome imposto pelos britânicos foi mais decisivo em derrotar as potências centrais que a pressão militar em tempos de guerra. O número de mortes devido à fome e desnutrição é estimado em 800,000 em 1919 somente. Um comitê de mulheres americanas viajando através da Alemanha por ordem de Herbert Hoover, chefe de alívio de guerra e mais tarde presidente, relatou em julho de 1919, “Se as condições continuarem como nós temos visto na Alemanha, uma geração irá crescer na Europa Central a qual irá ser fisicamente e psicologicamente incapacitada, de modo que irá se tornar um perigo para o mundo inteiro.”[21]

            Hitler experimentou a Revolução de Novembro de 1918 caindo ferido em um hospital militar. Ele tornou-se um inimigo apaixonado da Revolução de Novembro e da “República Soviética” na capital bávara, Munique, em abril de 1919, um golpe político desempenhado principalmente por judeus e dirigido por Lenin através de comandos por rádio de Moscou. Hitler tornou-se um membro do então totalmente sem importância “Deutsche Arbeitpartei” (Partido dos Trabalhadores Alemão) fundado em janeiro daquele mesmo ano, e ele logo provou ser um brilhante orador. Seu principal tópico foi o ditado de Versalhes, o qual ele viu tão intimamente conectado com a revolução de Novembro e as perniciosas atividades revolucionárias dos judeus. Como um alemão do fim da monarquia Habsburgo, ele era um fanático apoiador da união de austríacos com alemães em um Reich Alemão. O principal foco de sua atividade política foi a lita contra o ditado da paz, a ameaça marxista-comunista com o papel de liderança dos judeus na revolta, e a luta por autodeterminação e igualdade dos direitos do povo alemão.[22]

            A derrubada da monarquia, a mudança de um império para uma república, bem como a capitulação, tinha sido iniciada pela terceira nota de Presidente Wilson, datada de 23 de outubro de 1918. A Assembleia Nacional, a qual começou a sentar-se em janeiro de 1919, foi determinada a formar o novo estado de acordo com o exemplo ocidental, conforme os vitoriosos tinham desejado. Pelo ditado da paz, contudo, os Aliados tinham sentenciado a República de Weimar à morte mesmo antes que a nova constituição tinha sido ratificada pela Assembleia Nacional. Em 28 de junho d e1919, o governo alemão assinou o ditado de Versalhes; a nova constituição entrou em vigor em 11 de agosto, sobrecarregada com a maldição do tratado de Versalhes e suas demandas irrealizáveis. O miserável fim da República de Weimar, “A mais livre democracia do mundo”, e seu resultado, a ditadura de Hitler, foi consequência do ditado de Versalhes. Os vitoriosos tinham vencido a guerra mas perdido a paz pelo tratado deles.

            As mais importantes estipulações do ditado de Versalhes foram as seguintes: O Reich Alemão tinha de ceder 73,485 quilômetros quadrados, habitado por 7,325,000 pessoas, para os estados vizinhos. Antes da guerra ele possuía 540,787 quilômetros quadrados e 67,897,000 habitantes; depois da guerra, 467,301 quilômetros quadrados e 59,036,000 habitantes restantes. A Alemanha perdeu 75% de sua produção anual de minério de zinco, 74.8% de minério de ferro, 7.7% de minério de chumbo, 28,7% de carvão, 4% de potássio. De sua produção agrícola anual, a Alemanha perdeu 19,7% em batatas, 18.2% em centeio, 17.2% em cevada, 12.6% em trigo, e 9.6% em aveia.

            O território do Saar e outras regiões a oeste do Reno foram ocupados por tropas estrangeiras e eram para permenacerem assim por quinze anos, com Colônia, Mainz, e Coblença como cabeças de ponte. Os custos da ocupação, 3,640,000,000 marcos de ouro, tinha de ser pago pelo Reich alemão. A Alemanha não foi permitida estacionar tropas ou construir fortificações a oeste do Reno e a uma zona de cinquenta quilômetros do leste.

             A Alemanha foi forçada a desarmar-se quase completamente, as condições chamavam por: abolição do projeto geral, proibição de todas armas pesadas (artilharia e tanques), um exército voluntário de somente 100,000 tropas e oficiais restritos a alistamento de longo prazo; redução da marinha à seis navios capitais, seis cruzadores leves, doze destroieres, doze torpedeiros, 15,000 homens e 500 oficias. Uma força aérea foi absolutamente proibida. O processo de desarmamento foi supervisionado por um comitê internacional militar até 1927. Adicionalmente, todos os rios alemães tinham de ser internacionalizados e cabos ultramarinos cedidos para os vitoriosos.

            As condições econômicas do tratado de Versalhes foram como segue: Depois da entrega da marinha, os navios mercantes tinham de ser entregues também, com somente umas poucas exceções. A Alemanha foi privada de todas suas contas externas – privadas também – e perdeu suas colônias. Por um período de dez anos, a Alemanha tinha de fornecer a França, Bélgica, Luxemburgo, e Itália com 40 milhões de toneladas de carvão por ano, e tinha de entregar máquinas, mobiliário de fábrica, ferramentas e outros materiais para restauração das áreas devastadas na Bélgica e norte da França. Em relação ao bloqueio de fome, o qual continuou até janeiro de 1920, uma especial dificuldade sobre o povo alemão foi a entrega forçada do gado alemão para os vitoriosos para propósitos de criação e abate.

            O Tratado de Versalhes não continha qualquer limitação nas exigências financeiras dos vitoriosos, afim de facilitar demandas adicionais. Em 1920, os aliados ocidentais fixaram a quantidade de reparações primeiro na soma de 269 bilhões de marcos de outro; então, em 1921, em 132 bilhões – ambas demandas irrealistas. A França fez uso desta oportunidade ao ocupar adicionais cidades alemãs. Esta política de chantagem culminou na invasão do território do Ruhr por unidades militares francesas e belgas em janeiro de 1923. Desta maneira, a França esperou realizar a desintegração do Reich alemão. E estabelecer o Reno como fronteira oriental da França. Posteriormente, as forças de ocupação francesa aceleraram a inflação nas zonas ocupadas ao confiscar as impressoras para imprimir notas de banco, e produziram dinheiro em quantidades sem precedentes. Foi assim que a França promoveu alta inflação até a pane da moeda alemã.[23]

            O governo francês, contudo, não alcançou este objetivo. Mesmo seus aliados britânicos e italianos condenaram o ataque francês no Ruhr como uma brecha aberta do tratado de Versalhes. A paralisia da economia da Alemanha resultando da inflação, combinada com resistências passivas forçaram os Estados Unidos a abandonar sua política de isolamento e a concentrar-se na regulação das dívidas de guerra.

            O Império Habsburgo, o segundo mais forte das potências centrais, foi destruído e dividido pelos vitoriosos. Sérvia e Romênia foram amplamente recompensados com amplificações substanciais de território, desde que elas tinham ficado ao lado dos Aliados ocidentais. A Sérvia engoliu seus vizinhos croatas, eslovenos, e montenegrinos para tornar-se o Reino da Iugoslávia, e a Romênia recebeu sua parte oriental da ex-monarquia Húngara. Os vitoriosos estabeleceram outro novo estado, especialmente favorecido pelo Presidente Wilson, e o qual até então tinha sido desconhecido na história da europeia, nominalmente a Tchecoslováquia. Esta nova Tchecoslováquia tornou-se a herdeira da monarquia da Bohemia-Morávia, anteriormente pertencente a metade ocidental da monarquia Habsburgo, e da velha Eslováquia, então parte da Hungria. Por causa que os líderes checos Thomas Masaryk e Eduard Benes tinham dado falsos dados aos vitoriosos, os tchecos formando somente 44% da população do novo estado, foram permitidos governar sobre os outros 56% da população, consistindo de 23% de alemães. 18% de eslovacos, 5% de magiares, 3,8% de ucranianos, 1,3% de judeus e 0,6% de poloneses. Os Sudetos alemães eram a maior das minorias, totalizando 3,5 milhões de pessoas seguida pelos eslovacos, totalizando 2,5 milhões, que tinham somente concordado ao estabelecimento do novo estado da Tchecoslováquia depois de a eles terem sido prometida a plena autonomia. Esta promessa foi quebrada. Também, à Itália foi cedido o Tirol do Sul alemão.[24] 

            Em sua assembleia nacional em Viena em novembro de 1918, os alemães da parte austríaca do Império Habsburgo tinham decidido eles mesmos juntarem-se ao Reich alemão. A Assembleia Nacional de Weimar tinha concordado anexar os 10 milhões de alemães da metade ocidental do Império do Danúbio. Os vitoriosos, contudo, negaram ao povo alemão o direito deles de autodeterminação, forçando 3,5 milhões de alemães dos Sudetos sob o governo checo, e compelindo os alemães austríacos a estabelecerem uma república “independente” com Viena como capital. O truncado estado austríaco estava sobrecarregado com o ditado de Saint Germain[25], um tratado duro e humilhante como aquele de Versalhes. Hungria, a parte oriental da Monarquia Habsburgo, reduzida a um terço de seu anterior território devido as perdas em favor da Romênia, Sérvia e Tchecoslováquia, foi forçada assinar um igualmente áspero tratado em Trianon.

            A Polônia, recém-fundada como uma monarquia em 1916 depois de sua liberação da Rússia pelas tropas alemãs, tornou-se uma república e foi grandemente aumentada as expensas da Alemanha e da Áustria-Hungria. Do Império Habsburgo, a Polônia recebeu Galícia e Cracóvia; a Polônia teve de renunciar seus direitos à Prússia Ocidental, Posen, e a parte oriental da Alta Silésia. A cidade alemã de Danzig foi separada do Reich e colocada sob a administração da Liga das Nações como uma então chamada “cidade livre”. O “Corredor Polonês” separado da Prússia Oriental do resto do Reich de modo que esta província prussiana era inacessível aos oficiais, exceto pelo mar.

            Esta fixação sádica de fronteiras foi devido a influência francesa. O comandante em cargo francês, o marechal Ferdinand Foch, declarou que em vinte anos uma nova guerra era inevitável. Para manter a Alemanha abatida permanentemente, a França desenvolveu um sistema de tratados com a Polônia, Tchecoslováquia, Romênia, e Iugoslávia. O Primeiro Ministro Britânico David Lloyd George desaprovou a imposição das novas fronteiras alemãs-polonesas[26], mas o governo britânico nada fez para impedir isso. O General Henry Allen, comandante-em-chefe das forças de ocupação americana do Rino, também falaram fortemente contra tal “política errada.”[27]

            Quando visto de um ponto de vista global, o mais iminente resultado da Primeira Guerra Mundial foi a vitória dos Estados Unidos da América. O primeiro estágio da guerra civil europeia tinha resultado na diminuição do poder europeu e trazido a ascensão da América à primeira potência mundial, bem como o determinante fator no destino da Europa. Certamente as duas potências coloniais ocidentais Grã-Bretanha e França tinham alcançado sua maior extensão territorial com a derrota da Alemanha, a destruição da Monarquia Habsburgo, e a divisão do Império Turco; mas eles tinham sido capazes de vencer somente com ajuda e uma potência extra europeia, e eles tinham assim se tornando devedores da América. O Império Britânico, o qual até então tinha sido o principal representante do poder europeu através dos mares, bem como a principal potência financeira e naval, tinha ao fim da guerra se tornado dependente de seu “parceiro junior” norte americano. Pelo acordo alcançado na Conferência Naval de Washington de 1921-1922, Londres tinha de compartilhar seu papel naval com o EUA e conceder à América igualdade de direitos nos mares.

            Como ele estava afligido com paralisia, o Presidente Wilson não foi capas em 1918 e 1919 de realizar os ideais baseados sobre seus “Quatorze Pontos.” Os tratados da paz foram assim distorcidos pelos ódios e vinganças inglês e francês, pondo em perigo a paz depois que eles tinham vencido a guerra com ajuda americana[28]

            O presidente americano foi capaz de efetuar a criação da Liga das Nações, vislumbrada como um pacífico governo mundial regulando disputas entre os povos, mas uma maioria isolacionista no Congresso impediu a filiação americana na Liga, bem como rejeitando a ratificação do Tratado de Versalhes. Em 1921, o EUA e a Alemanha assinaram um acordo de paz separado garantindo todas as vantagens do tratado de Versalhes para o EUA. Contudo, a tentativa de se retirar em isolamento foi um grave erro bem como uma evasão de responsabilidade, pois a Europa tinha nem sido apta a terminar a guerra por si mesma ou alcançar um compromisso de paz. Assim a principal responsabilidade pelo subsequente desenvolvimento da história europeia recai sobre os Estados Unidos.

            O Cardeal Pietro Gaspari, secretário do Estado Papal, declarou que a forçada paz de Versalhes foi inaceitável. O nome de Deus tinha sido excluído dele, e dele não somente uma, mas dez guerras iriam originar-se[29]. Lenin, o fundador ateu da União Soviética, disse sobre o ditado de Versalhes[30]:
Uma paz atroz, fazendo escravos milhões do mais civilizado povo. Isto não é paz; aquelas são condições ditadas a uma indefesa vítima por ladrões com facas nas mãos deles.
            George Kennan, o bem conhecido diplomata e historiador americano, julgou[31]:
Desta forma, o padrão dos eventos que levou o mundo ocidental para novo desastre em 1939 foi estabelecido em sua totalidade pelos governos Aliados em 1918-19. O que nós teremos de observar daqui em diante, nas relações entre Rússia, Alemanha e Ocidente, segue uma lógica tão inexorável como aquela de qualquer tragédia grega.

            III – O Período entre as guerras

            Desde que as potências aliadas dependiam das reparações da Alemanha para a pagar as dívidas delas ao EUA, o governo americano em 1924 regulou o problema de reparações com um plano de pagamento nomeado pelo financista americano Charles Dawes. O Plano Dawes foi baseado no princípio de transformar a culpa política em dívida comercial. Conformemente, os empréstimos americanos, principalmente os de curto prazo, investiram a economia alemã. A Alemanha poderia somente satisfazer as reivindicações de reparação dos vencedores através de um superávit resultando de exportações aumentadas. Uma vez que muitos estados buscaram uma política de implementar tarifas protecionistas para restringir a competição alemã, um novo plano de pagamento teve de ser arranjado em 1928, o então chamado Plano Young, nomeado em homenagem ao banqueiro americano Owen Young.

            De acordo com o Plano Young, o Reich Alemão pagaria reparações até 1988, enquanto ao mesmo tempo tendo de pagar juros e amortizar os principais empréstimos privados de curto prazo. Contudo, a destruidora quebra de Wall Street de 1929 e a seguinte crise da economia mundial tornaram o Plano Young absurdo antes dele entrar em vigor. Em 1931 o desemprego em massa e uma diminuição do produto nacional bruto resultante da quebra de Wall Street levaram à insolvência alemã e mobilizou Hindenburg, então presidente do Reich Alemão, a escrever para o Presidente Hoover pedindo por uma moratória. Em julho de 1932 a Conferência de Lausanne encerrou os pagamentos de reparação alemão ao fixar um pagamento final de três bilhões de marcos-ouro. O Reich alemão tinha já pago no total 53,155 bilhões de marcos-ouro em reparação, incluindo contribuições em espécie.

            A economia alemã tinha ainda de cumprir obrigações de juros derivadas da enorme dívida alemão estrangeira. Na primavera de 1933, depois que a liderança política tinha mudado simultaneamente no EUA e na Alemanha, a influência judaica e socialista de emigrantes da Alemanha levou à relação entre os dois países a deteriorar. No início, ambos presidentes Roosevelt e os governo de Hitler contiveram problemas domésticos idênticos de depressão econômica e desemprego em massa através de programas de trabalho estatais: O New Deal no EUA; o Plano de Quatro Anos na Alemanha. Pouco depois de sua inauguração em 1933, Roosevelt estabeleceu relações diplomáticas com a União Soviética na esperança de favorecimento das relações comerciais as quais iriam impulsionar a indústria americana[32]. Um ano depois, a União Soviética foi aceita como um membro da Liga das Nações, outro augúrio da coalizão anti-alemã da Segunda Guerra Mundial.

            Depois da tomada do poder pelos partidos nacionalistas na Alemanha, resultando depois de um ano e meio do governo autocrático de Hitler, baseado em um movimento de massas, todos estados vitoriosos da Primeira Guerra Mundial falaram de uma guerra futura. Não foi Hitler que queria a guerra, mas sim seus inimigos internos e externos. Pouco depois da ascensão de Hitler ao poder, o governo polonês sugeriu uma guerra preventiva contra a Alemanha ao seu aliado francês[33]. Em março de 1933, a liderança judaica internacional decretou uma guerra econômica e de propaganda à Alemanha, ligada a um boicote dos produtos alemães. Durante sua jornada para a América em maio de 1933, Hjalmar Schacht, o presidente do Reichsbank, achou a atmosfera hostil. Quando suas conversas com o Presidente Roosevelt em relação a regulação das dívidas alemãs tomaram uma virada amigável, Schacht explicou à Roosevelt que a Alemanha poderia cumprir suas obrigações aos credores privados americanos somente se fosse dado a Alemanha a oportunidade de aumentar suas exportações. Isto, contudo, não mudou o movimento de boicote internacional organizado pelos judeus, o qual procurou acelerar a derrubada do governo de Hitler. Durante sua estadia na América, à Schacht também foi dito que Paris nutria sentimentos extremamente anti-alemães e que o povo estava dizendo que a Alemanha deveria ser dividida a fim de realizar o que havia sido negligenciado em Versalhes[34].     

            Schacht conseguiu tornar o boicote inútil, todavia, e ele fez a Alemanha economicamente independente ao assinar acordos de compensação. O Plano de Quatro Anos provou ser um sucesso, e o governo de Hitler conseguiu colocar aproximadamente todos os desempregados em algum tipo de emprego ao fim de 1937. Ao mesmo tempo, o New Deal americano falhou. Após isto, Roosevelt mudou sua política para uma favorecendo intervenção. Ele introduziu ela em seu discurso “quarentena” datado de outubro de 1937, dirigido contra o Japão mas também contra a Alemanha e Itália[35].

            Para o ambicioso Roosevelt, uma guerra de larga escala poderia ajudar a resolver seus problemas domésticos ao absorver desempregados através do impulso armamentista, bem como subsequentemente trazendo o prosseguimento do “século americano” através de sua liderança de um governo mundial. Ele favoreceu a turbulência na Europa, e através de seu embaixador, Anthony Biddle, ele influenciou o governo polonês a não entrar em negociações com a Alemanha[36]. Quando, em 1938, o povo alemão percebeu o direito de autodeterminação ao se fundir à Áustria e aos Sudetos no Reich de acordo com as decisões da conferência de Munique de setembro de 1938, Roosevelt protestou contra a aceitação das potências ocidentais das reivindicações de plenos direitos da Alemanha. O acordo de Munique, envolvendo Alemanha, Grã-Bretanha, França, e Itália, foi a última decisão independente na Europa, não influenciada nem pela América ou Rússia. Por isso, o Presidente Roosevelt declarou isso uma capitulação à Hitler, e trouxe pressão sobre as potências ocidentais e Polônia para oferecer dura resistência à Alemanha[37]. Roosevelt e Stalin tinham iguais interesses no estalido de uma guerra na Europa, cada um deles nutrindo seu próprio sonho de dominação mundial; Roosevelt como presidente de um governo mundial na forma das Nações Unidas, Stalin como ditador de um Império Comunista mundial[38].


IV – A eclosão da Segunda Guerra Mundial

            O problema de induzir o inimigo a disparar o primeiro tiro a fim de estar apto a denunciá-lo como agressor era mais fácil no confronto alemão-polonês do que foi dois anos depois no conflito entre Japão e EUA. A Polônia, influenciada pela administração americana e confiando em sua aliança com a Grã-Bretanha e França, reagiu à última proposta de paz alemã com uma mobilização geral. Assim eles forçaram a mão do governo alemão. De acordo com Frederico o Grande, da Prússia, “O atacante é aquele que fora seu adversário a atacar.” Graças a traição de Herwarth von Bittenfeld, então secretário da embaixada alemã em Moscou, o Presidente Roosevelt soube do tratado secreto germano-russo de 23 de agosto de 1939 mesmo antes que Hitler pudesse informar seu aliado. Roosevelt, contudo, não informou o governo polonês deste conhecimento, desde que ele, como Stalin, queria a guerra[39].


Franklin Delano Roosevelt
Um dos principais instigadores
da Segunda Guerra Mundial
            O ditador soviético assinou o tratado com Hitler a fim de causar guerra entre os estados capitalistas. Foi seu objetivo intervir depois que as potências capitalistas estivessem exaustas. Desta maneira ele pretendeu emergir como vitorioso de guerra. A fim de efetuar a revolução mundial bolchevique, com o objetivo último de estabelecer o governo de Moscou sobre o mundo, a conquista da Alemanha era essencial[40]. As tentativas bolcheviques de confiscar o poder na Alemanha entre 1918 e 1923 tinha falhado por causa dos Freikorps (Corpos Voluntários) e da Reichswehr[41]. Por meio da Segunda Guerra Mundial e com a ajuda do Presidente Roosevelt, Stalin conquistaria metade da Europa, incluindo metade da Alemanha, e integrou ela no bloco comunista. No entanto, o sonho de Roosevelt de tornar-se presidente do mundo não era para acontecer; ele morreu em 12 de abril de 1945, dezoito dias antes do suicídio de Hitler.

            Em 3 de setembro de 1939, o governo britânico declarou guerra à Alemanha e assim forçou a França a tomar o mesmo passo desastroso, hipocritamente alegando que eles estavam fazendo isso para proteger a independência polonesa. Exatamente 25 anos antes, em 4 de agosto de 1914, o governo britânico tinha declarado guerra ao Reich Alemão, proclamando seu apoio pela neutralidade belga. Dentro de um quarto de século, o Império Britânico assim começou duas guerras não provocadas, afim de destruir a Alemanha[42]. Para ser exato, em 1939 o governo britânico não atuou independentemente, mas foi pressionado intensamente pelo Presidente Americano. Joseph Kennedy, de 1938 a 1940 o Embaixador dos Estados Unidos em Londres, posteriormente respondeu à questão de James Forrestal, o Secretário de Defesa do EUA, sobre como esta guerra tinha explodido:
Hitler iria ter lutado contra a Rússia sem qualquer conflito posterior com a Inglaterra se não fosse por Bullitt [William Bullitt, então Embaixador na França] instando Roosevelt no verão de 1939 de que os alemães devem ser os intimidadores em relação à Polônia; nem a França nem a Grã-Bretanha teriam feito a Polônia uma causa de guerra se não tivesse sido pelas constantes agulhadas de Washington. Bullitt, ele disse, manteve dizendo a Roosevelt que os alemães não iriem lutar, Kennedy disse que eles iriam e que iriam invadir a Europa. Chamberlain, ele disse, declarou que os judeus da América e do Mundo tinham forçado a Inglaterra para dentro da guerra. Em sua conversação por telefone com Roosevelt no verão de 1939, o Presidente continuava dizendo para ele colocar um pouco de ferro nas costas de Chamberlain...[43]
O ataque alemão de 1941 sobre a União Soviética foi uma guerra preventiva para evitar o ataque russo soviético então sendo preparado. Naquela época a União Soviética provou-se o mais pesadamente armado estado, subestimado não somente pelo alemão, mas também pelo Estado Maior Aliado[44].

            A diplomacia de Roosevelt contribuiu para a falha dos planos de ataque alemão para a primavera de 1941. Desde que ele tinha engendrado o golpe de estado iugoslavo de 27 de março de 1941[45], o comando alemão viu a necessidade de uma campanha balcânica, assim atrasando o ataque à União Soviética em cinco semanas. Para o presidente Roosevelt, a entrada da América na guerra europeia era complicada por causa da Lei de Neutralidade, e pelo silêncio do governo alemão sobre as crescentes violações de neutralidade cometidos pelo EUA em nome dos Aliados ocidentais através dos anos de 1939 – 1941[46]. Finalmente, Roosevelt encontrou a “porta dos fundos para a guerra” ao provocar a guerra com o Japão[47]. Suas sanções econômicas e demandas políticas tinham sido planejadas com o propósito de conduzir o Japão à guerra, forçando ele a disparar o primeiro tiro e assim aparecer para o mundo como o agressor. Ele obteve este objetivo através de seu ultimato de 26 de novembro de 1941, o qual ele tinha emitido sem informar o Congresso Americano. O ataque japonês sobre Pearl Harbor de 7 de dezembro de 1941 foi desse modo artificialmente provocado[48].

            Por sua exigência por rendição incondicional Roosevelt fez impossível qualquer tentativa em uma solução política dos problemas de guerra. Para ele e seu amigo britânico Winston Churchill a completa destruição do Reich alemão e o extermínio do povo alemão eram o principal objetivo de guerra. A força militar, somente um meio para atingir um fim na visão de Clausewitz, tornou-se um fim em si mesmo. A propaganda anti-germânica, dirigida pela própria administração americana, cresceu para uma extensão infernal.

            Na primavera de 1941, quando o EUA era ainda oficialmente neutro, o autor judeu, Theodore KJaufman, publicou o livro Germany Must Perish. Nele, ele delineou um plano para erradicação biológica do povo alemão através da forçada esterilização da inteira população adulta alemã.[49]

            Charles Lindberg, o famoso piloto americano, registrou estes planos de extermínio em diário[50]. Os planos de esterilização não puderam ser colocados em prática devido ao desenvolvimento de discórdia dentro da coalizão anti-Hitler. Em 1943, Roosevelt revelou que ele pretendida deixar a Europa para os russos como um esfera de influência[51]. Um ano depois, quando o Exército Vermelho conquistou a Polônia, desacordos surgiram entre a Grã-Bretanha e o EUA de um lado, e Stalin em outro, terminando como a completa integração da Polônia à esfera comunista de influência. Esse foi apenas um dos resultados de uma guerra mundial desencadeada pela Grã-Bretanha afim de defender a Polônia.

            Depois de ser eleito quatro vezes, contrariamente à tradição americana, o presidente Roosevelt estava em tal forma física rui depois de sua quarta posse que ele estava inapto a cumprir seus deveres. Similar ao presidente Wilson em Versalhes em 1919, Roosevelt em Yalta em 1945 mostrou alarmantes sinais de exaustão e demência. Às vezes ele não era capaz de seguir a linha de pensamento de Stalin durante as conversas com o ditador soviético. Assim o autocrata russo tinha um jogo fácil para avançar seus planos em relação a Europa e Ásia. Na Europa a União Soviética alcançou a linha Elba-Saale, dividindo a Alemanha, bem como o Ocidente, em duas partes. Quanto a Ásia Oriental, Stalin tinha o Tratado de Portsmouth entre Rússia e Japão revisado como uma recompensa pela ajuda russa na derrota do Japão. Quatro anos depois, em 1949, a China tornou-se comunista, o maior triunfo do comunismo depois de seus sucessos na Europa.

            Minha palestra está agora chegando ao fim e irei resumir. No decurso do século XIX, um mundo de economia capitalista tinha levado a crescente importância e intensificação dos laços econômicos e interesses no cenário internacional; por um lado trazendo as nações juntas e estabelecendo uma interconexão de todas as pessoas por meios modernos de transporte e comunicação; por outro lado, agravando velhos conflitos e criando novos. A possibilidade de envolvimento mútuo e internacional nos assuntos de outras pessoas, e de conflitos intermináveis, foi particularmente aumentada. Era característico da época pré-industrial que o homem só poderia alcançar objetivos limitados, por meios limitados; o sinal da Era da Máquina e seu modo de vida foi a habilitação do homem para lutar por ilimitados objetivos através de meios aparentemente ilimitados.

            Os conflitos resultantes de uma economia capitalista mundial culminaram na virada do século numa rivalidade internacional entre Alemanha e Império Britânico. Esta tensão, a qual tinha nunca existido entre essas duas nações, era enraizada em competição comercial, e ofuscou todos os velhos conflitos entre as potências continentais. Um conflito local estalido pelo pequeno estado da Sérvia em 1914, e expandiu para uma guerra em escala europeia pela intromissão da Rússia pelo lado da Sérvia, desenvolvendo-se numa guerra mundial com a declaração de guerra britânica à Alemanha. Werner Sombart, o bem conhecido historiador alemão do capitalismo, descreve a natureza deste desenvolvimento:[52]
... [a] característica comum de todos os desenvolvimentos da era capitalista é uma pressão rumo ao infinito, uma infinitude de objetivos, uma força empenhando-se além de todas as medidas orgânicas. Aqui nós temos um das maiores contradições internas permeando a cultura moderna: que a vida, em sua ação mais alta e mais forte, se excede e... destrói ela mesmo.
            A intervenção americana na guerra civil europeia em 1917, trazida pela política britânica e assegurando a vitória Aliada, inaugurou o clímax do domínio mundial anglo-saxão. Naquela época, após derrubar duas das mais poderosas potências continentais, a Rússia e a Alemanha, as duas potências anglo-saxãs eram as governantes do globo. Elas venceram a guerra, mas elas perderam a paz por causa da própria incapacidade delas em formar uma justa ordem de paz. Grã-Bretanha e a América têm a principal responsabilidade para o curso consequente da história internacional no século americano.

            A Segunda Guerra Mundial foi uma consequência necessária da terminação da Primeira Guerra Mundial nos ditados Versalhes e Saint Germain. As origens imediatas da Segunda Guerra Mundial foi a quebra do preliminar acordo baseada nos Quatorze Pontos de Wilson; a recusa do direito de alto determinação e igualdade de direito para o povo alemão; a criação de uma fronteira oriental e o “Corredor Polonês”; os parágrafos de culpa de guerra e crimes de guerra nos tratados, e as reivindicações econômicas e financeiras impossíveis.

            O estalido da guerra de 1939 foi causada diretamente pelo conflito entre Polônia e Alemanha sobre o “Corredor” e problemas em Danzig. A Grã-Bretanha e EUA não concederam o cumprimento dos direitos de auto determinação: unificação da Áustria e da região do Sudeto com o Reich alemão em 1938 tinha mudado as relações entre as potências do continente em favor da Alemanha – um evento inaceitável para a tradicional política inglesa de “Equilíbrio de Poderes.” Igualmente inaceitável para a América foi a decisão independente dos europeus na conferência em Munique, excluindo o Estados Unidos e União Soviética.

            Por meio da guerra europeia, ambos Roosevelt e Stalin pretendiam realizar o sonho deles de domínio global em acordo a visões totalmente diferentes e objetivos totalmente diferentes. Assim Washington e Moscou organizaram uma nova guerra europeia, possibilitando ambos colossos destruírem e deslocando uma Europa engajada em automutilação. A ordem europeia do mundo foi substituída por duas “super potências,” levando para um equilíbrio de terror. Assim, a América perdeu a posição dela como arbiter mundi [“arbitro do mundo”] a qual ela tinha tentado exercer em 1919, e foi forçada à defensiva contra um máximo esforço agressivo e expansionista comunista para exclusiva dominação mundial.

Tradução por Tannhauser

Notas


[1] Nota do autor: Ver também Erwin Hölzle, Die Selbstentmachtung Europas (Göttingen, 1975).

[2] Nota do autor: Karl Alexander von Müller, “Das Zeitalter des Imperialismus” em Knaur's Weltgeschichte (Berlin, 1935). Alexander Randa, Handbuch der Weltgeschichte, Volume III (Olten, 1954).

[3] Nota do autor: Georg Franz-Willing, “Der Krimkrieg, ein Wendepunkt des europäischen Schicksals,” em Geschichte in Wissenschaft and Unterricht 7, edição 8, Agosto de 1956, páginas 448 e seguintes.

[4] Nota do autor: Georg Franz-Willing, Der weltgeschichtliche Aufstieg der Vereinigten Staaten durch die Entscheidung des Bürgerkrieges 1861-1865 (Osnabruck, 1979).

[5] Nota do autor: Georg Franz-Willing, “Der Indische Aufstand 1857-1859,” em Die Welt als Geschichte, XXI, 1961, páginas 29 e seguintes., 109 e seguintes.

[6] Nota do autor: Georg Franz-Willing, “Europa oder Asien. Admiral Perry's Expedition nach Japan,” em Die Österreichische Furche, 1953, Número. 31, volume 1.8.1953.

[7] Nota do autor: Georg Franz-Willing, Neueste Geschichte Chinas 1840-1973 (Paderborn, 1975) passim.

[8] Nota do autor: Allan Nevins, Henry White. Thirty Years of American Diplomacy (New York, 1930) páginas 257 e sequência. Albert Wedemeyer, Reports (New York, 1958), página 13e sequência.

[9] Nota do autor: Wedemeyer, ibid.

[10] Nota do autor: Georg Franz-Willing, Erzherzog Franz Ferdinand und die Pläne zur Reform der Habsburger Monarchie (Munich, 1943), passim.

[11] Nota do autor: Hans Übersberger, Russland and Serbien, (Munich, 1958), passim. Erwin Hölzle, Amerika and Russland (Göttingen, 1980), página 103 e seguintes.

[12] Nota do autor: Hölzle, Die Selbstentmachtung Europas, página 234. Dietrich Aigner, Das Ringen um England (Munich, 1969), página 13 e seguintes.

[13] Nota do autor: Homer Lea, The Day of the Saxon (New York, 1912), página 137.

[14] Nota do autor: V. I. Lenin, Über Krieg, Armee and Militärwissenschaft. Eine Auswahlaus Lenins Schriften in zwei Bänden (East Berlin, 1958), Volume I, página 455. 

[15] Nota do autor: Hölzle, Amerika and Russland, página 192 e seguintes. Felix Frankfurter, Reminiscences (New York, 1960), página 154 e seguintes., 178 e seguintes. Bernard Baruch, The Public Years (New York, 1960), p. Off., página 49 e seguintes.

[16] Nota do autor: Baruch, The Public Years, p. 97 e seguintes. Baruch, The Making of Reparations and Economic Sections of the Treaty (New York, 1920), passim.

[17] Nota do autor: Fritz Berber, Das Versailler Diktat, 2 vols. (Essen, 1939), Volume I, página 8 e seguintes., página 35 e seguintes., página 94 e seguintes. Ulrich Graf Brockdorff-Rantzau, Dokumente und Gedanken um Versailles (Berlin, 1925), página 175 e seguintes. Ray S. T. Baker, Woodrow Wilson and World Settlement (London, 1923), Volume 3, página 458 e seguintes.

[18] Nota do autor: Berber, loc. cit., Volume I, página 52 e seguintes.

[19] Nota do autor: Philipp Scheidemann, Memoiren eines Sozialdemokraten, 2 volumes. (Dresden, 1928), Volume I, página 346.

[20] Nota do autor: Walther Rathenau, Kritik der dreifachen Revolution (Berlin, 1919), página 123 e seguintes. Walther Rathenau, Tagebuch 1907-1922 (Düsseldorf, 1967), página 226 e seguintes. Friedrich Boetticher, Soldat am Rande der Politik (Unpublished Memoirs). Max Warburg, Aus meinen Aufzeicheungen, editado por Eric Warburg (New York, 1952), página 57 e seguintes., página 80 e seguintes.

[21] Nota do autor: Münchner Post (jornal social-democrata), Nr. 263 datado de 11/19/19, Artigo: “Die Hungerblockade und ihre Folgen.” 

[22] Nota do autor: Georg Franz-Willing, Ursprung der Hitlerbewegung (Preussisch-Oldendorf, 1947) página 97 e sequência.

[23] Nota do autor: Georg Franz-Willing, Krisenjahr Hitlerbewegung (Preussisch-Oldendorf, 1975), página 274. 

[24] Nota do autor: Taras Borodajkewycz, Wegmarken der Geschichte Österreichs (Wien, 1972), (Eckartschriften, publicação n° 42), página 43 e seguintes. Heinrich Ritter von Srbik, “Österreich in der deutschen Geschichte,” in Zwei Reden für Österreich (Eckartschriften, publicação n° 67), (Wien, 1978), página 13 e seguintes.

[25] Nota do autor: Taras Borodajkewycz, Saint Germain. Diktat gegen Selbstbestimmung (Eckartschriften, publicação 31), (Wien, 1969), passim.

[26] Nota do autor: Memorandum of the Premier Lloyd George datado 3/25/19, Berber, loc. cit., Volume I, páginas 35 e sequência.

[27] Nota do autor: General Henry Allen, My Rhineland Journal (Boston, 1923), notícia de 1/15/20.

[28] Nota do autor: Ver Baruch (Nota. 16).

[29] Nota do autor: Ludwig Freiherr von Pastor, Tagebücher (Heidelberg, 1950), notícia de 3/12/20.

[30] Nota do autor: Lenin, loc. cit., Volume I, página 569, p[agina 600.

[31] Nota do autor: George Kennan, Russia and the West under Lenin and Stalin (London, 1961), página 164.

[32] Nota do autor: Dirk Kunert, Ein Weltkrieg wird programmiert (Kiel, 1984), página 97 e seguintes.

[33] Nota do autor: Georg Franz-Willing, 1933. Die nationale Erhebung (Leoni, 1982), página 242 e seguintes. Waclawa Jedrzejewicz, “The Polish Plan for a 'Preventive War' against Germany in 1933,” em The Polish Review (New York, 1966), página 62 e seguintes.

[34] Nota do autor: Akten der deutschen auswärtigen Politik (ADAP), Series C,I,I, Número 214, “President Schacht an das Auswartige Arnt.” Franz-Willing, loc. cit., página 281 e seguintes.

[35] Nota do autor: Kunert, loc. cit., página 192 e sequência.

[36] Nota do autor: Carl J. Burckhardt, Meine Danziger Mission 1937-1939 (Munich, 1960), páginas 225 e sequência Dirk Bavendamm, Roosevelts Weg zum Krieg (Munich, 1983), página 72, páginas 407 e seguintes. Kunert, loc. cit., página 226, página 261.

[37] Nota do autor: Bavendamm, loc. cit., páginas 415 e seguintes., páginas 511 e seguintes., página 600 e seguintes.

[38] Nota do autor: Kunert, loc. cit., página 13 e seguintes., página 271 e seguintes, página 280 e seguintes.

[39] Nota do autor: Hans Herwarth, Against Two Evils (New York, 1981), páginas 159 e sequência., Charles Bohlen, Witness To History (New York, 1973), Capítulo: “A Source in the Nazi Embassy.”

[40] Nota do autor: Ernst Topitsch, Stalins Krieg. Die sowjetische Langzeitstrategie gegen den Westen als rationale Machtpolitik (Murrich, 1985), passim.

[41] Nota do autor: Georg Franz-Willing, Krisenjahr der Hitlerbewegung, página 282 e seguintes.

[42] Nota do autor: Dietrich Aigner, Das Ringen um England, páginas 29 e seguintes., páginas 105 e seguintes., páginas 269 e seguintes.

[43] Nota do autor: The Forrestal Diaries, editado por Walter Millis (New York, 1951), página 285, conversa datada em 12/27/45.

[44] Nota do autor: Joachim Hoffmann, “Die Sowjetunion bis zum Vorabend des deutschen Angriffs” in Das Deutsche Reich und der Zweite Weltkrieg, Volume 4 (Stuttgart, 1983), páginas 83-97, páginas 713-809.

[45] Nota do autor: Konstantin Fotitsch, The War We Lost. Yugoslavia's Tragedy and the Failure of the West (New York, 1948). K. O. Braun, “Das kriegsauslösende Serbien 1914 und 1941,” em Deutsche Annalen (Leoni, 1984), páginas 228 e seguintes.

[46] Nota do autor: Fritz Berber, Die amerikanische Neutralität im Kriege 1939-1941 (Essen, 1943), passim.

[47] Nota do autor: Charles Tansill, Backdoor To War (Chicago, 1952). Bavendarnm, loc. cit., páginas 563 e seguintes.

[48] Nota do autor: Hamilton Fish, FDR, The Other Side of The Coin. How We Were Tricked Into World War II (New York, 1976). Peter Herde, Pearl Harbor 7/12/41 (Dannstadt, 1980).

[49] Nota do autor: Newark, New Jersey, Argyle Press, 1941.

[50] Nota do autor: The Wartime Journals, informação datada de 5 de fevereiro1942. Ver também David Irving, The Last Campaign. Edição alemã: Der Nürnberger Prozess (Munich, 1979), página 19.

[51] Nota do autor: The Cardinal Spellman Story (New York, 1962). (Edição alemã, Neuenbürg, 1963, página 189e seguintes).

[52] Nota do autor: Der moderne Kapitalismus, Volume 3, 1928, páginas 12, 25.


Informação Bibliográfica

Autor
Georg Franz-Willing
Título
The Origins of the Second World War
Fonte
The Journal for Historical Review (http://www.ihr.org)
Data
Primavera de 1986
Fascículo
Volume 7 número 1
Localização
Páginas  95 - 114
Endereço


Sobre o autor: Georg Franz-Willing (1915 – 2008) foi um historiador alemão. Graduou-se no Ginásio Humanístico de Rosenheim, Baviera, 1935. Ele estudou história, geografia, antropologia, filosofia, e direito na Universidade de Munique, obtendo seu doutorado sob o renomado historiador Karl Alexander von Müller. De 1939 a 1945 ele serviu no Exército Alemão. Após a guerra ele ensinou história na academia naval da Bundeswehr em Flensburg, e foi associado a uma série de institutos acadêmicos. Dr. Franz-Willing foi o autor de numerosos livros e artigos sobre história moderna, incluindo Die Reichskanzlei 1933-1945 e Der Zweite Weltkrieg: Ursachen und Anlass, bem como trabalhos sobre a Áustria dos Habsburgos, China Moderna, e Guerra Civil Americana. Seu livro acadêmico sobre o Movimento Nacional Socialista, Die Hitlerbewegung, foi elogiado pelo semanário alemão Der Spiegel como bem fundamentado nos fatos, e de escopo enciclopédico. Por anos ele foi  um associado e apoiador do Institute for Historical Review.

Segue abaixo a relação de suas principais obras:

Die Hitlerbewegung. Der Ursprung 1919-1922 – (1962)

Krisenjahr der Hitlerbewegung 1923 – (1975)

Der Zweite Weltkrieg Ursachen und Anlass – (1979)

1933. Die nationale Erhebung OVP – (1982)

F. D. Roosevelt /Winston Churchill: Verwandler der Welt – (1991)

Die Kriegsschuldfrage der beiden Weltkriege – (1992)

Deutsche Geschichte im 20. Jahrhundert- Weltherrschaft durch Umerziehung ? – (1994)

Die Finanzierung der Novemberrevolution – (2000)

Die Hitlerbewegung 1925-1934 – (2001)
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Relacionado, leia também:

O que o mundo rejeitou – As ofertas de paz de Hitler 1933 – 1939 – por Friedrich Stieve

Porquê os EUA (capitalistas) se aliaram com a União Soviética (comunistas) na Segunda Guerra Mundial - por Salvador Borrego

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton

Wall Street & a Revolução Russa de março de 1917 – por Kerry Bolton

A liderança judaica no início do Regime soviético - pelo historiador Mark Weber

Wall Street e a Revolução Bolchevique de Novembro de 1917 – por Kerry Bolton

Por trás da Declaração de Balfour - A penhora britânica da Grande Guerra ao Lorde Rothschild - Por Robert John  (Artigo em 10 partes sobre a articulação do judaísmo internacional usando as guerras para conseguir a Palestina)

Hitler por Winston Churchill – por Tannhauser

O Mito de “Boa Guerra” da Segunda Guerra Mundial - por Mark Weber

Rússia 1917 – 1918: Uma chave para o enigma de uma era de conflito - Por Ivor Benson